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terça-feira, 18 de abril de 2017

Faça Algo


Eu costumava escrever sobre o que eu estava sentindo em relação a alguém.  Sempre um amor acabado, não correspondido, ou no mínimo conturbado. Aí percebi onde estava o meu erro: eu não tenho que passar semanas e meses refletindo sobre “alguém”; preciso refletir sobre mim.
A partir daí passei pela maior modificação na minha vida até hoje... Comecei a pensar em mim antes de pensar no outro, comecei a me amar antes de querer que alguém me ame.
Sim, eu sei que é exatamente isso o que todo mundo fala e sim, eu também não acreditava em nenhuma dessas palavras. Mas não é que dá certo? Passar um tempo sozinha faz um bem pra alma... Você pode aproveitar pra se reencontrar, relembrar seus verdadeiros gostos, ficar o fim de semana inteiro dormindo ou vendo Netflix.
Soa ridículo, mas é verdade: terminar um namoro é triste demais (pra mim sempre parece o fim do mundo), mas ao mesmo tempo é uma oportunidade pra fazer e sentir coisas que acompanhada simplesmente não dá. Não dá por conta dos compromissos, não dá porque é preciso se preocupar com o outro, não dá porque as decisões são em conjunto.
Mas agora, minha única preocupação é comigo mesma! E isso traz paz. Agora eu decido sozinha pra onde eu vou no fim de semana, decido sozinha o cardápio dos jantares, decido sozinha as séries e filmes, escolho as músicas que vão tocar no carro, decido se vou depilar nessa semana ou na próxima.
Então, a minha grande dica é a seguinte: FAÇA ALGO! Ficar deitada na cama pensando no seu grande amor que se foi só serve pra cegar seus olhos para o próximo amor que pode chegar a qualquer momento, e ainda te faz perder as maravilhosas chances de ter o pleno controle sobre a sua própria vida. Curta o momento. Enxergue coisas boas independente de qualquer situação (seja uma espécie de Pollyana).
Afinal, o destino é especialista em reviravoltas. E tudo o que for ser vai dar um jeito de chegar até você. Ajude o universo a conspirar a seu favor.

Seja feliz!

terça-feira, 18 de junho de 2013

15 minutos

15h45. Eu odeio esperar. Sentada na poltrona confortável da sala de espera da clínica, deixo meu pensamento ir longe, até para além da fronteira da cidade. Que vontade de ir pra longe da rotina. Essa história de fazer todo dia a mesma coisa não é minha praia. Definitivamente. Sempre penso nisso quando paro pra pensar na minha vida e no que estou fazendo dela. Será que estou seguindo na direção certa?

15h50. De repente dá aquela vontade de mudar tudo. Girar o mundo. Ir parar do outro lado. É sério, e me desculpem as pessoas envolvidas, mas às vezes tenho mesmo vontade de mudar de emprego, trocar o curso da faculdade (no penúltimo ano), passar de “em um relacionamento sério” para “status indefinido”. Não sei se sou eu quem não tem paciência, se me canso fácil, ou se realmente, com o tempo, as coisas mais legais perdem a graça.

15h55. A questão é que sempre me pergunto se as minhas escolhas estão me levando até onde quero chegar. Será que faz sentido tudo o que estou fazendo? Será que as minhas decisões condizem com o que eu espero de mim mesma? Com o que eu sonho pra mim? Ou será que quanto mais caminho na estrada da vida, mais ando pra longe de tudo o que eu gosto de verdade? Será que as pessoas ao meu redor estão ali pra me ajudar ou pra me iludir? Vou deixar que me afastem de tudo o que eu sempre quis?

16h00. Ouço a secretária chamar meu nome. Ao invés de entrar na sala, eu queria sair porta a fora. Mas as obrigações me consomem. E sou obediente demais.