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terça-feira, 8 de maio de 2018

Colorido


Percebi que, com o tempo, fui perdendo a capacidade de encontrar beleza nas pequenas coisas. Quando somos crianças, de qualquer folha de árvore ou pedra do jardim pode nascer uma história completa, com romance, drama ou uma comédia fenomenal. Com o massacre da rotina da vida adulta, fica difícil deixar a imaginação fluir pra criar esses enredos, ou mesmo pra prestar atenção nas pequenas coisas que nos rodeiam e fazem parte do dia a dia.
É triste. Sinto falta de achar graça em qualquer bobeira, de encontrar por aí várias personagens pra grandes histórias. O marasmo consome, a rotina emburrece. Sim, de certa forma, é um empobrecimento intelectual que deixamos acontecer naturalmente com o passar dos anos. Cadê nossa imaginação, nossa criatividade? E, principalmente, cadê a alegria diária e a felicidade constante de uma vida sem pressão e rica em detalhes?
A vida é bela. A felicidade está no dia a dia, nas pequenas coisas que acontecem (ou não) e que nos fazem lembrar de que ainda há motivo pra sorrir, pra amar, pra ser boa e generosa, pra enxergar mais colorido. Ainda há como encontrar delicadezas pra lembrar que a vida não é resumida em trabalho, estudos, saídas vazias e pessoas rasas.
Ainda há esperança, eu acho.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Leituras de Março

Em março teve menor quantidade mas com grande qualidade!

Inteligência Emocional, Daniel Goleman
Simplesmente indispensável para qualquer pessoa que queira se relacionar bem com as outras nos tempos atuais. Lendo esse livro, você entende muitos comportamentos humanos e como lidar com eles, além de, claro, se autodesenvolver.

Feliz e ponto, Victor Fernandes
Conheci o IG do Victor através de uma amiga que sempre compartilhava os posts dele. Acabei me apaixonando e não resisti, tive que comprar o livro. Super indico, é lindo.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Mudanças



Estou mudando. Aos poucos, devagar e sempre. Estou mudando. Já não sou mais quem eu era meses atrás. Consigo enxergar os vários ciclos pelos quais já passei e, principalmente, já encerrei. Eu sou outra.
Os vinte e poucos anos vieram com muito aprendizado e autoconhecimento. Obviamente, ainda não estou pronta. Nem sei se estarei totalmente pronta um dia (e nem sei se isso seria saudável), mas eu sei que estou evoluindo.
A vida adulta na classe média baixa – e em tempos de internet e redes sociais – pode ser bem mais melancólica e solitária do que parece. A pressão implícita pra ser bem sucedida, viajar para o exterior, morar sozinha, entre outras coisas, tudo antes dos 25 anos está sempre ali, te lembrando de quão merda é a sua vida.
Mas, por outo lado, só quem sabe 100% da minha vida sou eu. Só eu sei tudo o que passei, as inseguranças que eu tenho, os obstáculos que ultrapassei e as vitórias que tive. Só eu conheço meus desejos e sonhos, e minhas muitas falhas.
Por isso, quem tem o direito de me julgar? Quem tem o poder de falar da minha vida? Às vezes as pessoas querem até ajudar dando milhões de conselhos bacanas sobre o que eu devo ou não devo fazer sobre o trabalho, sobre meu corpo, sobre os amigos e amores.
Mas, sabe, às vezes a minha vontade de ficar em casa sozinha de pijama e cheia de livros é uma fase pela qual preciso passar. Um ciclo, uma etapa, que assim como as outras, vai começar e terminar. E aí eu serei outra novamente, com novas ideias, novos gostos e novas percepções.
Hoje tenho certeza que todos os passos que tenho dado fazem parte do meu caminho. Meu, e de mais ninguém.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Leitura de Fevereiro

Em fevereiro, a empresa em que trabalho fechou uma parceria com o Sesi para incentivar a leitura entre os funcionários... funciona assim: o Sesi disponibiliza um mini acervo e deixa na empresa para funcionar como biblioteca. Aí, claro que eu fui dar uma olhadinha, né...

O Guia do Mochileiro das Galáxias
Faz tempo que eu ouvi falar sobre esse livro, mas nunca tive a oportunidade de ler, aí ele tava lá dando sopa e eu peguei pra conferir. Muito legal pra quem gosta de ficção científica e tals.. eu não sou muito fã, mas achei o final bem engraçado.

terça-feira, 6 de março de 2018

Take it easy


Esporadicamente eu paro tudo. É estranho, mas eu preciso. Tiro um fim de semana inteiro pra ficar trancada em casa pensando na vida e em como ela pode ser maluca.
Trabalhar, estudar, fazer exercícios físicos, se alimentar bem, praticar voluntariado, ter amigos, manter a vida social, zerar a Netflix, ler todos os clássicos, estar sempre linda e ainda ser questionada sobre arrumar um namorado... Não é pressão demais?
Essa vida louca cheia de obrigações parece normal, mas não é. Porque, se você parar um pouco pra pensar, ela passa rápido. E só é preciso um segundo pra acabar por completo.
E aí, o que fica pra alma? A promoção que nunca vem? Ser a melhor aluna da turma? Ter um corpo de revista? Fazer dieta low carb? Na verdade, a meu ver, o que fica é nosso bem estar, nossa consciência em paz, nosso sentimento de “fiz o meu melhor”.
Erros são normais. Não dá pra se culpar eternamente pelo que aconteceu e ficou no passado. Pelos amigos perdidos, pelos amores interrompidos. Se perdoa.
Às vezes tudo que a gente precisa é esquecer o chefe, deixar de revisar a aula no mesmo dia, ficar em casa ao invés de ir à academia e comer um bolo delícia de puro chocolate. Se permita.
Às vezes (muitas vezes), eu aviso as amigas que não tô afim de sair só pra ficar em casa de pijama, cara lavada e pé descalço. Sem foto no Instagram, sem post no Facebook, sem Whatsapp. E que paz, que vício.
Não sei, só sei que agora que aprendi, vai ser difícil não me amar.