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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Bom velhinho

Quando eu te conheci, achei que tinha ganhado meu presente de Natal adiantado. Sei lá, será que era possível ganhar o presente de fim de ano no mês de julho?
Quando eu te conheci, achei que finalmente tinha encontrado um cara legal com quem dividir meus dias. Mas a vida tem suas maluquices e a gente se afastou. Não era sua hora, né? Você não estava / está pronto. Eu entendo, porque também passei por momentos assim.
O f*** é que eu penso em você. Penso em como poderia ter sido, penso em nós dois assistindo seriado no seu apartamento recém-mobiliado (ou tentando). Penso nas suas tatuagens contrastando com a pele branquinha. Penso em como você realmente parece ser o cara ideal, se não tivesse passado por tanta coisa na vida.
Uma rosa sem motivo no carro, o chocolate no primeiro encontro, a carona no meio da madrugada, missa no fim do domingo... Sim, você poderia ser o que eu sempre quis.
Às vezes me dá vontade de te mandar uma mensagem curta e grossa e em CAPS LOCK dizendo “Para de ser bobo, esquece esse passado negro e vem ser feliz”. Mas aí eu me controlo. E então eu me lembro do seu rosto perto do meu enquanto a gente dançava naquela festa, penso na aventura daquela noite e no teor da nossa conversa naquele café.

Para, vai. Para de ser bobo. Eu quero ser feliz.

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