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terça-feira, 27 de junho de 2017

O Zé


Se você ler esse texto, não vai acreditar que é sobre você, mas é sim! Você vai se justificar dizendo que não foi nada pra mim, mas foi. Você vai dizer que nós nem nos beijamos (e é verdade), mas você mexeu comigo.
Eu sei que você não sabe, mas eu tenho uma queda por caras populares. Aquele domínio sobre o ambiente, o fato de conhecer todo mundo do bar, o jeito espontâneo e divertido de ser... Cara, isso me fascina.
O engraçado é que eu não dava nada pra você. Já tinha te visto antes e simplesmente... nada. Mais um maluco querendo chamar a atenção. Sabe, você não faz meu tipo... não é loiro nem tem olhos claros, então não consegue chamar imediatamente a minha atenção.
Mas teve aquele dia com aquele photobomb, teve aquele outro com meu vídeo bebendo tequila, teve aquela noite em que você me ajudou, teve curtida, teve comentário, teve inbox, teve chat, teve indicação sua, teve você me cumprimentando no meio do bar, tiveram seus amigos, teve brincadeira e teve whats. Aí você, com esse seu nome comum, se tornou alguém que prendia minha atenção todo fim de semana no pub de sempre, nos posts divertidos, nos stories do Instagram...
Mas (e eu já deveria estar acostumada com isso), você não gostou de mim como eu gostei de você. Pra você fui só mais uma garota entre os seus milhões de contatos. Mas eu, eu queria ser sua amiga, porque eu gostei de você de verdade. Eu me decepcionei. E, não me entenda mal, eu não fiquei apaixonada... Eu só gostei de você. Como pessoa, como ser humano. E esperei que pudesse ser recíproco.

Mas eu tenho uma mania chata de esperar demais das pessoas que eu conheço. Tenho o costume doentio de criar expectativas... tanto com amores, quanto com amigos. E nessa de criar expectativas, eu me frustro, uma, duas, zilhões de vezes... Até conseguir te deixar ir.

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