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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

10/10


Pilhas e pilhas de coisas acumuladas pra fazer. E eu? Presa. Presa na beira do abismo que é o meu coração. Aquele sentimento que eu sempre te dizia, sobre achar que minha vida está passando ante meus olhos e eu imóvel, continua. Agora mais forte, porque você não está aqui pra me abraçar e dizer que vai ficar tudo bem.
Eu sei que te machuquei, mas você me machucou também. Eu não poderia ter feito o que fiz, mas você também não. Pensei que nunca mais ia querer saber sobre você, mas eu quero. Eu sinto saudade. Sinto falta daquelas coisas que só nós dois entendíamos. Mas, sou adulta o suficiente pra entender que muitas coisas não têm volta, não tem conserto. Se essa foi uma delas pra você, me resta respeitar. Confesso que às vezes me pergunto se um dia seremos capazes de nos perdoar mutuamente e, quem sabe, conseguir apagar (ou pelo menos superar) o passado. Outro dia uma colega me disse que o amor verdadeiro é maior do que tudo.
Quero que você saiba que eu estou aqui. Sem vontade de continuar, sem perspectiva de um futuro onde essa mancha não me acompanhe, presa no erro que eu cometi. Sem nada, sozinha. E isso porque a tua presença ainda é muito forte, não sobra espaço pra resto algum. Eu penso toda hora sobre o que você está fazendo, onde, com quem... e se você ainda pensa em mim.
O Facebook me mostra que você segue a vida da melhor forma possível. Focado, engajado. Acho que você se encontrou. Ao mesmo tempo em que eu me perdi. Pode ser que eu só te fazia mal, e agora você enfim está feliz. Mas posso te garantir que o vice, ou o versa, sei lá, não aconteceu. Eu vivo sem rumo e sem foco, sem disposição pra qualquer coisa.
Tá chegando a data mais triste do ano pra mim... dez de outubro. E eu não sei mais como suportar toda a dor que eu tentei bravamente esconder durante esses 365 dias, vivendo um torpor desde que você se foi.
Eu queria voltar no tempo e fazer tudo diferente, apagar todos os males e ter minha vida de volta. Hoje, eu sei que não há lugar no mundo em que eu me sinta bem. Não existe fresta alguma em que eu me encaixe. Só porque a única fresta do meu tamanho é aquela que fica no fundo do teu coração.

Um ano... Um ano. E a barreira, ao invés de diminuir, aumenta cada dia mais.

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